O Campaign OS é uma agência criativa que cabe em um repositório e roda inteiramente no Claude Code, pelo terminal. Três peças fazem isso funcionar: agentes (especialistas), skills (conhecimento reutilizável) e slash commands (gatilhos do fluxo). O MCP é o que conecta tudo isso a ferramentas externas. Veja como cada peça se encaixa.
O que é um agente
Um agente é um system prompt versionado em agents/, com um papel claro. O Campaign OS tem 7:
- showrunner — narrativa e story bible
- dp — director of photography, escreve os prompts de vídeo
- motion — edição e adaptação por canal (HyperFrames)
- cgi — 3D e product viz
- art-director — sistema visual (KV, tipografia, cor)
- channel-strategist — Hero/Hub/Help/Hygiene e cadência
- analyst — Meta Ads, atribuição e retro
Os agentes não rodam todos de uma vez: são carregados sob demanda pelos slash commands que os invocam, mantendo o contexto enxuto.
O que é MCP
MCP (Model Context Protocol) é o padrão aberto que dá ao Claude Code acesso a ferramentas externas de forma estruturada. Em vez de copiar e colar entre apps, o modelo chama a ferramenta diretamente. No Campaign OS, três servidores MCP estão ligados:
{
"higgsfield": "geração de vídeo (Seedance) e keyframes (Soul)",
"meta-ads": "publicação, métricas e atribuição",
"google-drive": "asset library e entrega ao cliente"
}
Isso significa que o agente dp gera um vídeo, o analyst lê a performance no Meta Ads e o resultado é arquivado no Drive — sem sair do terminal.
Slash commands: o fluxo do sprint
Os comandos orquestram o sprint de 1 semana. Cada um invoca os agentes certos:
| Comando | O que faz |
|---|---|
/sprint-start | inicia o sprint e o plano de canais |
/brief | story bible (showrunner) |
/shot-list | prompts de vídeo (dp) |
/generate | renderiza os beats |
/adapt | variantes por canal (motion) |
/measure | lê performance (analyst) |
/retro | versiona os prompts para a próxima rodada |
Por que isso importa
A automação de agência com IA costuma virar uma colcha de retalhos de ferramentas soltas. O ganho do Campaign OS é rastreabilidade e versionamento: o kernel (CLAUDE.md) carrega o sistema automaticamente, cada prompt é versionado em prompts/{agent}/v{n}.md, e a retro do D7 forka a próxima versão a partir do que performou.
O resultado não é "usar IA na campanha". É ter a campanha inteira — narrativa, render, adaptação e medição — como um sistema reproduzível.
Rode você mesmo
Clone o repositório, instale o Claude Code, preencha suas API keys. O kernel carrega os agentes e o MCP automaticamente.
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